Avançar para o conteúdo principal

Comida para Brevets Randonneurs Moundiaux - A Banana !

Na minha lista de alimentos que comemos durante os Brevets Randonneurs Moundiaux (ver post aqui...) houve um erro grave: a falta de referência à Banana !


A banana é o fruto da bananeira, uma planta herbácea - não uma árvore ! As bananas constituem o quarto alimento mais produzido no mundo, atrás do arroz, milho e o trigo. Existem variedades de bananas cultivadas em mais de 130 países, sendo originárias do sudeste asiático. Um facto curioso é que as espécies de bananas mais comuns e mais consumidas actualmente, terem sido levadas pelos Portugueses e pelos Espanhois para o Brasil e restante América Latina.

Entre espécies cultivadas e selvagens, existem quase mil tipos de banana espalhadas pelo mundo, todas identificadas pelo nome científico Musa. As bananas têm os mais diversos tamanhos, da pequena Musa Sapientum que não ultrapassa 10 centímetros e 50 gramas, até à Musa Ingens, que cresce nas florestas da Nova Guiné e atinge quase 1 quilo  e 50 centímetros de comprimento.

Popular no mundo todo, barata, fácil de comer e - para a maioria das pessoas - de rápida digestão, a banana é uma importante fonte de energia, vitaminas, minerais, fibras e água que, embora não pareça, constitui 70% da sua composição.

Apesar de ser popularmente famosa por evitar cãibras - por ter elevadas quantidades de potássio -  duas outras frutas superam a banana neste aspecto: o abacate e o tamarindo.

A maioria das bananeiras cultivadas actualmente reproduz-se de forma assexuada, por propagação vegetativa, a partir de seu rizoma - um tipo de caule subterrâneo - de crescimento horizontal e que geralmente desenvolve folhas. Cada “caule” é capaz de formar ramos de flores que, sem que haja fecundação de seus ovários, formam bananas, reunidas num cacho. Isto permite que as bananeiras  cresçam e deêm frutos rapidamente, e faz com que as bananas não tenham sementes. A desvantagem é que, por serem idênticas à planta-mãe, se a mesma possuir alguma anomalia genética, as plantas-filhas também a terão...

Outra curiosidade relacionada com a banana, prende-se com o facto desta libertar etileno, um gás que acelera a maturação do fruto. Assim, se colocarmos muitas bananas ainda verdes num recipiente fechado, as bananas amadurecerão rapidamente em virtude da acção do etileno.

Ao contrário do que comummente se pensa em Portugal, os maiores produtores de bananas não são países da América Latina, mas sim países asiáticos: em 2009 por exemplo, a India foi o primeiro produtor mundial com quase 27 bilhões de toneladas de bananas. As Filipinas e a China são um distante segundo e terceiros produtores mundiais com cerca de 9 bilhões de toneladas. Só depois aparece o Equador (7,6 bilhões) e Brasil (6,7 bilhões). Interessantemente, o primeiro país africano - a Tanzânia - aparece em 7º lugar com 3,2 bilhões de toneladas.

Interessante também é o facto de na China, o termo banana ser  em calão usado para designar qualquer pessoa de origem asiática que age como um ocidental (amarelos por fora, brancos por dentro).

A banana, rica em potássio, vitaminas C e B6, combate a diarreia, regula a hipertensão arterial, é calmante, favorece a formação óssea, combate a anemia e a retenção urinária. Entre os outros problemas de saúde que o consumo de banana pode ajudar a minimar encontram-se:
- Fragilidade da mucosa estomacal (acidez)
- Úlceras do estômago, colite
- Raquitismo
- Trombose coronária
- Arterosclerose
- Insuficiência renal
- Hemorragia hemorroidal
- Coagulação anormal do sangue
- Reumatismo, Gota, Ureia e Artrites

A banana - rica em hidratos e carbono - não é recomendada para diabéticos.

Comentários

Enviar um comentário

Deixe aqui o seu comentário

Mensagens populares deste blogue

José Bento Pessoa

Quando ouvi falar a primeira vez de José Bento Pessoa foi provavelmente como a maioria das pessoas: esse era o nome do estádio situado na Figueira da Foz onde joga a Naval 1º de Maio e que foi inaugurado em 1953. Mas a beleza de andar a "chafurdar nos recantos da história" (ver Primeira Prova de Ciclismo em Portugal? ) é que tropeçamos em novelos de estórias que nos levam a novos caminhos e a descobertas interessantes: assim foi o caso com a descoberta de José Bento Pessoa e das suas façanhas no ciclismo. José Bento Pessoa nasceu a 7 de Março de 1874, na da Figueira da Foz, cidade onde passou a sua infância, fez a instrução primária e depois completou os seus estudos com aulas particulares. Acabados os estudos foi trabalhar para a loja de seu pai - uma sapataria (tal como Onofre Tavares mais tarde...). Mas o jovem Bento Pessoa não estava talhado para a venda de sapatos, e cedo se envolve na prática desportiva: natação remo, atletismo, e até foi guarda-redes de fute...

Museu do Ciclismo - Caldas da Rainha

No passado fim-de-semana tive o prazer de visitar o Museu do Ciclismo:   o artigo do número quatro da revista B - Cultura da Bicicleta   tinha-me despertado a atenção, e assim resolvi ocupar uma tarde domingueira e chuvosa a visitar in loco o museu que está situado na Rua de Camões nº 57, junto ao Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. O museu foi inaugurado em 14 de Dezembro de 1999. Calhou também que tive a sorte de poder conversar um bom bocado com Mário Lino, que está desde à muitos anos ligado à história e dinamização do ciclismo nas Caldas da Rainha e que doou grande parte do espólio actual do Museu. [CicloMaluco com Mário Lino e Sónia Fernandes do Museu do Ciclismo] Este senhor, actualmente com 65 anos, transpira histórias sobre tudo o que gira à volta do ciclismo. Foi ele que me chamou a atenção para algumas preciosidades presentes no museu, como o primeiro selo emitido no mundo com uma bicicleta desportiva, ou um tandem onde - ao contrário do habi...

Os dois caminhos para Fátima

Para quem quer ir de Lisboa até Fátima de bicicleta existem dois caminhos "miticos": pelo "Covão do Coelho" ou então por "Torres Novas". A minha primeira experiência com o Covão do Coelho foi um pouco traumática (ver Crónica do Sobral - Fátima 2012 ) e por isso este fim-de-semana resolvi fazer uma nova investida e "testar" as pernas e a (falta de) forma, não só no Covão do Coelho mas também na subida "por Torres Novas". Assim no sábado passado lá parti da casa dos meus pais em Casével rumo a Fátima. Após uns primeiros 25 quilómetros que serviram para aquecer as pernas e a alma chegou a primeira dificuldade do dia: a subida "de Alcanena pela N243".  Na realidade a N243 passa ao lado de Alcanena, atravessando isso sim Lameiras, Moitas Vendas e Casais Robustos até desembocar no topo de uma pequena garganta entre a Serra de Santo António e a A1, com vista priviligiada sobre Minde. O meu Garmin registaria no fim, u...