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✈️ Estórias Pessoais & Viagens

O ciclomaluco fora da bicicleta — e o que encontra quando sai dela

O CicloMaluco não é apenas um blog sobre bicicletas. É o diário de uma fase da vida: a envelhescência — esse período particular em que descobrimos que o tempo não para, que o corpo tem mais para dizer do que pensávamos, e que às vezes a resposta a todas as perguntas é enfiar um capacete e ir pedalar.

Esta categoria são as estórias do homem por detrás da bicicleta. A infância em Casével com a Peugeot pasteleira do tio. As viagens de trabalho ao Brasil, escritas a 10.000 metros de altitude no TP82, com um vizinho a tombar para cima. A Guiné-Bissau, o regresso a África 40 anos depois do 25 de Abril — com uma motorizada a bater num carro logo na primeira noite, em câmara lenta.

Tem também "estórias" de pessoas que me marcaram, como o F. Batista Oliveira, que aos 75 anos completou 120.000 km de bicicleta e se intitula 'Técnico Superior de Lazer', ou como o Frederico da Rosa, amigo de infância, que nunca andou de bicicleta comigo mas sem quem eu não seria benfiquista — e portanto não seria exactamente o mesmo CicloMaluco.

São os textos mais pessoais do blog. Não têm dados GPS, não têm análise de gradientes. Têm memória, têm viagens, têm a certeza de que a bicicleta é o veículo mais eficaz que existe para organizar os pensamentos — mas que às vezes é preciso ir mais longe, e a bicicleta fica em casa.

Nasci em Moçambique, vim para Portugal no 25 de Abril, aprendi a andar de bicicleta em Casével, estudei em Santarém, vivi 18 meses no Brasil, voltei, comprei uma Scott CR1 Team aos 40 anos, e criei este blog. É assim que uma vida acontece.

O denominador comum destas histórias é a observação: a tentativa de perceber o mundo através do que se vê, do que se come, do que se encontra ao acaso. Andar de bicicleta ensinou-me que os melhores descobrimentos acontecem quando se vai mais devagar do que o necessário. Esta secção é disso.


01.  Duas Rodas, Uma Vida — A Minha Históriacom as Bicicletas

Da bicicleta emprestada aos 7 anos à Peugeot do tio, à Giant ATX 850 do regresso do Brasil, à Scott CR1 Team da crise dos 40.


02.  De São Paulo a Macão — Pensamentos a 10.000 Metros de Altitude

Escrito no TP82 da TAP, com um vizinho bêbado a tombar. São Paulo, o custo de vida, a Churrascaria Jardineira e as lagostas que desapareceram.


03.  São Paulo ao Paladar — H3, o Melhor Chocolate do Mundo e a Vida É Bela

Segunda viagem a Sampa. O H3 com a H3 Tuga (quase me vinham as lágrimas). E o Bolo de Chocolate que os paulistanos acham 'demasiado doce'.


04.  Guiné-Bissau — A Descoberta de um País Improvável

Retornado de Moçambique, o primeiro regresso a África. Um acidente de motorizada na primeira noite. O combatente guineense que foi a Santa Comba Dão. O golpe de estado.

    

05.  Adeus, Frederico — A Melhor Prenda de Natal

Morreu de AVC aos 43 anos. Devo-lhe ter-me tornado benfiquista — e uma lanterna rectangular que me abriu o mundo nocturno em criança.


06.  120.000 km de Paixão — Homenagem ao Técnico Superior de Lazer

F. Batista Oliveira, 75 anos, NCA, duas bicicletas, 120.000 km. 'Podem chamar-me vaidoso. Com 75 anos tenho todo o direito.'


 






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