Para quem quer ir de Lisboa até Fátima de bicicleta existem dois caminhos "miticos": pelo "Covão do Coelho" ou então por "Torres Novas".
A minha primeira experiência com o Covão do Coelho foi um pouco traumática (ver Crónica do Sobral - Fátima 2012) e por isso este fim-de-semana resolvi fazer uma nova investida e "testar" as pernas e a (falta de) forma, não só no Covão do Coelho mas também na subida "por Torres Novas".
Assim no sábado passado lá parti da casa dos meus pais em Casével rumo a Fátima. Após uns primeiros 25 quilómetros que serviram para aquecer as pernas e a alma chegou a primeira dificuldade do dia: a subida "de Alcanena pela N243".
Na realidade a N243 passa ao lado de Alcanena, atravessando isso sim Lameiras, Moitas Vendas e Casais Robustos até desembocar no topo de uma pequena garganta entre a Serra de Santo António e a A1, com vista priviligiada sobre Minde. O meu Garmin registaria no fim, uma subida de 4,5 kms com gradiente médio de 3,71%.
Após descer para Minde, cortamos à direita para a N360 e entramos no famigerado Covão do Coelho. Olhando para o gráfico de altimetria acima, parece que a subida não é muito diferente ou muito mais complicada que a subida "de Alcanena pela N243".
Mas mais uma vez, a realidade é mais surpreendente que aquilo que conseguimos (ou pelo menos eu consigo...) extrair de um mapa ou de um GPS. À semelhança da subida de Montejunto por Vila Franca do Rosário, a subida do Covão do Coelho é constituída por uma primeira subida de 2,23 kms com gradiente médio de 6,37%, uma pequena descida e uma subida final com 1,45 kms de extensão e gradiente de 3,79%. Somando tudo, temos uma extensão de cerca de 4,5 kms e gradiente de 4,21%.
Um gradiente de 4,21% é algo que já mete respeito a tipos como eu (mais dados às planicies do Ribatejo do que às Serras...), mas o que realmente dá cabo das pernas são os dois primeiros quilómetros com gradiente médio de 6,37%. E um gradiente médio é isso mesmo uma média, porque na subida existem rampas com 10 e mais por cento de inclinação.
Após o Covão do Coelho, ultrapassado com ajuda do carreto 28 mas sem "empenos" significativos, regressei à base usando o caminho que iria fazer em sentido contrário no dia seguinte, ou seja, desci de Fátima até Torres Novas pela N357. Ainda fiz mais uns 50 kms para fingir que sou um ciclista a sério e deixar a volta de sábado acima dos 100 kms e cerca de 900 metros de acumulado :-)
No dia seguinte (domingo), o percurso foi o inverso, ou seja fui a Fátima subindo a serra pela N357, passando por Chancelaria, Bairro e Pedreira, onde se situa o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios da Serra de Aire.
A subida por este lado da serra é mais a meu gosto, ou seja, é uma subida mais longa e menos inclinada. Mais uma vez, olhando para o gráfico acima ninguém diria (a subida começa cerca do quilómetro 35). No final, o Garmin acusaria uma extensão de 5,7 kms e um gradiente médio de 4,37%, e a verdade é que apesar do valor do gradiente ser semelhante ao "total" do Covão do Coelho, esta subida é mais fácil de fazer: basta ver que não cheguei a usar o carreto 28...
Como me estava a sentir bem, resolvi fazer mais uns 60 kms, e totalizei então 110 kms e 1080 metros de acumulado.
Uma palavra final uma falta grave de Fátima: um bom "boteco" que venda bifanas (se existe eu desconheço...) !!! Nada melhor para retemperar as forças após a "peregrinação" que uma boa bifana e uma "fast recovery" fresquinha :-)
A minha primeira experiência com o Covão do Coelho foi um pouco traumática (ver Crónica do Sobral - Fátima 2012) e por isso este fim-de-semana resolvi fazer uma nova investida e "testar" as pernas e a (falta de) forma, não só no Covão do Coelho mas também na subida "por Torres Novas".
Assim no sábado passado lá parti da casa dos meus pais em Casével rumo a Fátima. Após uns primeiros 25 quilómetros que serviram para aquecer as pernas e a alma chegou a primeira dificuldade do dia: a subida "de Alcanena pela N243".
Na realidade a N243 passa ao lado de Alcanena, atravessando isso sim Lameiras, Moitas Vendas e Casais Robustos até desembocar no topo de uma pequena garganta entre a Serra de Santo António e a A1, com vista priviligiada sobre Minde. O meu Garmin registaria no fim, uma subida de 4,5 kms com gradiente médio de 3,71%.
| Nome | Altura Inicial (Metros) | Altura Final (Metros) | Distância Total (Kms) | Subida Acumulada (Metros | Gradiente Médio |
| Fátima::Subida Alcanena pela N243 | 34 | 201 | 4,50 | 167 | 3,71% |
Após descer para Minde, cortamos à direita para a N360 e entramos no famigerado Covão do Coelho. Olhando para o gráfico de altimetria acima, parece que a subida não é muito diferente ou muito mais complicada que a subida "de Alcanena pela N243".
Mas mais uma vez, a realidade é mais surpreendente que aquilo que conseguimos (ou pelo menos eu consigo...) extrair de um mapa ou de um GPS. À semelhança da subida de Montejunto por Vila Franca do Rosário, a subida do Covão do Coelho é constituída por uma primeira subida de 2,23 kms com gradiente médio de 6,37%, uma pequena descida e uma subida final com 1,45 kms de extensão e gradiente de 3,79%. Somando tudo, temos uma extensão de cerca de 4,5 kms e gradiente de 4,21%.
| Nome | Altura Inicial (Metros) | Altura Final (Metros) | Distância Total (Kms) | Subida Acumulada (Metros | Gradiente Médio |
| Fátima::Covão do Coelho Parte 1 | 150 | 292 | 2,23 | 142 | 6,37% |
| Fátima::Covão do Coelho Parte 2 | 284 | 339 | 1,45 | 55 | 3,79% |
| Fátima::Covão do Coelho Completo | 150 | 339 | 4,49 | 189 | 4,21% |
Um gradiente de 4,21% é algo que já mete respeito a tipos como eu (mais dados às planicies do Ribatejo do que às Serras...), mas o que realmente dá cabo das pernas são os dois primeiros quilómetros com gradiente médio de 6,37%. E um gradiente médio é isso mesmo uma média, porque na subida existem rampas com 10 e mais por cento de inclinação.
Após o Covão do Coelho, ultrapassado com ajuda do carreto 28 mas sem "empenos" significativos, regressei à base usando o caminho que iria fazer em sentido contrário no dia seguinte, ou seja, desci de Fátima até Torres Novas pela N357. Ainda fiz mais uns 50 kms para fingir que sou um ciclista a sério e deixar a volta de sábado acima dos 100 kms e cerca de 900 metros de acumulado :-)
No dia seguinte (domingo), o percurso foi o inverso, ou seja fui a Fátima subindo a serra pela N357, passando por Chancelaria, Bairro e Pedreira, onde se situa o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios da Serra de Aire.
A subida por este lado da serra é mais a meu gosto, ou seja, é uma subida mais longa e menos inclinada. Mais uma vez, olhando para o gráfico acima ninguém diria (a subida começa cerca do quilómetro 35). No final, o Garmin acusaria uma extensão de 5,7 kms e um gradiente médio de 4,37%, e a verdade é que apesar do valor do gradiente ser semelhante ao "total" do Covão do Coelho, esta subida é mais fácil de fazer: basta ver que não cheguei a usar o carreto 28...
| Nome | Altura Inicial (Metros) | Altura Final (Metros) | Distância Total (Kms) | Subida Acumulada (Metros | Gradiente Médio |
| Fátima::Torres Novas - Pedreira | 65 | 314 | 5,70 | 249 | 4,37% |
Como me estava a sentir bem, resolvi fazer mais uns 60 kms, e totalizei então 110 kms e 1080 metros de acumulado.
Uma palavra final uma falta grave de Fátima: um bom "boteco" que venda bifanas (se existe eu desconheço...) !!! Nada melhor para retemperar as forças após a "peregrinação" que uma boa bifana e uma "fast recovery" fresquinha :-)
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