Avançar para o conteúdo principal

Museu do Ciclismo - Caldas da Rainha

No passado fim-de-semana tive o prazer de visitar o Museu do Ciclismo:  o artigo do número quatro da revista B - Cultura da Bicicleta  tinha-me despertado a atenção, e assim resolvi ocupar uma tarde domingueira e chuvosa a visitar in loco o museu que está situado na Rua de Camões nº 57, junto ao Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. O museu foi inaugurado em 14 de Dezembro de 1999.


Calhou também que tive a sorte de poder conversar um bom bocado com Mário Lino, que está desde à muitos anos ligado à história e dinamização do ciclismo nas Caldas da Rainha e que doou grande parte do espólio actual do Museu.

[CicloMaluco com Mário Lino e Sónia Fernandes do Museu do Ciclismo]

Este senhor, actualmente com 65 anos, transpira histórias sobre tudo o que gira à volta do ciclismo. Foi ele que me chamou a atenção para algumas preciosidades presentes no museu, como o primeiro selo emitido no mundo com uma bicicleta desportiva, ou um tandem onde - ao contrário do habitual - ambos os guiadores podem curvar !



Outra das preciosidades presente no Museu são os últimos sapatos de competição usados por Joaquim Agostinho.


Para além de várias bicicletas antigas - belíssimas diga-se de passagem, o Museu também tem um vasto conjunto de fotografias relacionadas com a temática ciclistica, a grande maioria da autoria do próprio Mário Lino.








 







O museu está organizado com sobriedade e com muito bom gosto e apresenta secções dedicadas a grandes ciclistas portugueses do passado, como foram - para além do Joaquim Agostinho - Alves Barbosa, Leonel Miranda, Joaquim Leite e Onofre Tavares.



Enfim, um Museu belo, que homenageia o ciclismo, grandes ciclistas portugueses e também as bicicletas. A visitar com muita calma e sobretudo tentem apanhar o Sr. Mário Lino para ele vos contar algumas das muitas histórias e estórias que ele carrega na jovialidade dos seus 65 anos ! E não pensem que ele se esgota no ciclismo, pois para além disso e da fotografia, também é um conhecedor da história de Portugal no período das invasões francesas, sendo inclusive um dos dinamizadores da reconstituição da Batalha de Redinha que ocorreu em 12 de Março de 1811.

Eu vou lá voltar de certeza um dia destes !


Os contactos detalhados do Museu do Ciclismo, podem ser encontrados abaixo:

Rua de Camões, Nº 57
2500-107 Caldas da Rainha

E-mail: Museu.ciclismo@hotmail.com

Telefone: 262 839 700

Horário:
    Terça-feira a Sexta-feira – 10h/ 12h30 – 14h/ 17h30
    Sábado – 10h/ 12h30 – 14h30/ 17h00
    Domingo – 10h/ 12h30 – 14h/ 17h30


Comentários

Mensagens populares deste blogue

José Bento Pessoa

Quando ouvi falar a primeira vez de José Bento Pessoa foi provavelmente como a maioria das pessoas: esse era o nome do estádio situado na Figueira da Foz onde joga a Naval 1º de Maio e que foi inaugurado em 1953. Mas a beleza de andar a "chafurdar nos recantos da história" (ver Primeira Prova de Ciclismo em Portugal? ) é que tropeçamos em novelos de estórias que nos levam a novos caminhos e a descobertas interessantes: assim foi o caso com a descoberta de José Bento Pessoa e das suas façanhas no ciclismo. José Bento Pessoa nasceu a 7 de Março de 1874, na da Figueira da Foz, cidade onde passou a sua infância, fez a instrução primária e depois completou os seus estudos com aulas particulares. Acabados os estudos foi trabalhar para a loja de seu pai - uma sapataria (tal como Onofre Tavares mais tarde...). Mas o jovem Bento Pessoa não estava talhado para a venda de sapatos, e cedo se envolve na prática desportiva: natação remo, atletismo, e até foi guarda-redes de fute...

Os dois caminhos para Fátima

Para quem quer ir de Lisboa até Fátima de bicicleta existem dois caminhos "miticos": pelo "Covão do Coelho" ou então por "Torres Novas". A minha primeira experiência com o Covão do Coelho foi um pouco traumática (ver Crónica do Sobral - Fátima 2012 ) e por isso este fim-de-semana resolvi fazer uma nova investida e "testar" as pernas e a (falta de) forma, não só no Covão do Coelho mas também na subida "por Torres Novas". Assim no sábado passado lá parti da casa dos meus pais em Casével rumo a Fátima. Após uns primeiros 25 quilómetros que serviram para aquecer as pernas e a alma chegou a primeira dificuldade do dia: a subida "de Alcanena pela N243".  Na realidade a N243 passa ao lado de Alcanena, atravessando isso sim Lameiras, Moitas Vendas e Casais Robustos até desembocar no topo de uma pequena garganta entre a Serra de Santo António e a A1, com vista priviligiada sobre Minde. O meu Garmin registaria no fim, u...