Não, não virei "macaco trepador" :-)
O Hugo "BMC" Pires - amigo e companheiro de algumas aventuras "ciclomalucas" - está de momento a trabalhar em França, mais propriamente em Pau, na zona dos Pirinéus Atlânticos. Como não podia deixar de ser levou a sua bicla e anda a experimentar as subidas aos "montes" da zona. Sortudo!
Aqui segue uma crónica sobre uma dessas subidas, mais propriamente ao Col de Marie Blanque.
O Hugo "BMC" Pires - amigo e companheiro de algumas aventuras "ciclomalucas" - está de momento a trabalhar em França, mais propriamente em Pau, na zona dos Pirinéus Atlânticos. Como não podia deixar de ser levou a sua bicla e anda a experimentar as subidas aos "montes" da zona. Sortudo!
Aqui segue uma crónica sobre uma dessas subidas, mais propriamente ao Col de Marie Blanque.
Depois de uma semana sempre a pensar que no Domingo ia fazer
uma volta grande aqui por terras Gaulesas (já tinha rolado 2 vezes mas foram
voltas curtas) a chuva não deixou que isso se concretiza-se. Nesse mesmo
Domingo fui fazer um pequeno reconhecimento da zona onde queria ir mas de
carro [CicloMaluco: Grande Maricas, desde quando é que uma chuvinha impede um gajo de andar de bicla? :-)], porque como já disse a chuva não parou o dia inteiro, fui de Pau até uma
vila no Vallée d'Ossau chamada Laruns, vila essa que é donde parte a famosa
subida para o Col de l'Aubisque. Tentei ir até ao dito pico (Col) mas a neve
não deixou e fiquei a 4 km do mesmo, no entanto deu para conhecer a zona e
escolher outro pico para subir posteriormente. Já tinha ouvido falar no Col de
Marie Blanque pelo pessoal aqui de uma loja de bicicletas que conheci, e passei
pelo inicio da subida que fica a caminho de Laruns.
Pois bem, na Segunda Feira era feriado em França e eu com
fome de uma volta em condições, levantei-me cedo e fiquei a ver como estava o
tempo [CicloMaluco: Maricas :-)], sorte a minha que as nuvens deixavam passar uns raios de sol
e pôs-se uma bela manhã para andar de bicicleta. Tomado o pequeno almoço e
lá fui eu à minha volta, antes tinha desenhado o percurso no site da Garmin
para ter uma ideia e pus-me a caminho.
Até ao começo da ascensão foram 35km de falso
plano que, sozinho, é sempre desgastante, no entanto foram uns km de
aquecimento para o que estava para vir. Logo no começo uma placa dizia os km's
da ascensão que seriam 11,5km e a pendente média por cada km, de salientar que
a vertente Este é mais fácil que a vertente Oeste, esta ultima é mais curta e
consequentemente com uma pendente média mais elevada, mais concretamente 7,13%
contra 5,13% da que eu subi [CicloMaluco: Um monte alentejano portanto :-) O que é isso ao pé da Arrábida ?!?!?].
Comecei devagar porque a estrada estava bem inclinada, no
entanto fui sempre a um ritmo constante até chegar a uma fonte com água
fresquinha, pensei logo em parar porque estava com sede (cansado não!!!!!! [CicloMaluco: Vou fingir que acredito :-)]) e
foi isso que fiz, enchi o bidon com água e continuei. Estava acabada a parte
mais dura aos 6km e agora antevia-se um plano durante cerca de 2 km a rodar bem
rápido, no entanto sempre deslumbrado com a paisagem magnifica com neve nos topos.
Mas o que é bom não dura sempre e entre os km's 7 e 9
esperavam-me mais umas rampas generosas mas rodeado por um "tunel" de
árvores espectacular, com este ambiente até nem custaram nada aqueles troços de
10% e 12% que subi, para logo a seguir chegar a mais uma parte plana antes de
chegar à ultima pequena rampa que seria a chegada ao topo depois de 11,5km de
subida ligeira com algumas partes exigentes mas com uma beleza tal que não me
arrependi nada de ter realizado.
Chegado lá acima deparei-me com um problema que teria ao
descer, tinha-me esquecido do corta vento e com o frio que se fazia sentir
estava com algum receio [CicloMaluco: Maricas :-)], no entanto o Tuga nunca se atrapalha e
"cravei" uns jornais a um Sr. que estava lá em cima à espera de uns
ciclistas, abri a camisola e lá para dentro, desci que foi uma maravilha e
estava tão quentinho que continuei até casa com a camada extra de jornais. O
caminho para casa seria sempre a descer, no entanto com a falta de treino
estava com uma certa "dorzita" nas pernas, mas nada de grave.
Já ando a planear mais uma incursão aos Pirenéus e farei
mais uma crónica para que o meu amigo Paulo Gomes a possa publicar no seu
"Ciclomaluco".
Boas voltas.


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