Terça-feira: as pernas ainda estão doridas mas o ego ainda está inchado. Domingo foi dia de Audace FPCUB: desta vez o "II Movefree", que como o nome indica foi organizado pela Movefree e pela FPCUB. Mas vamos por partes...
Depois dos problemas enfrentados no BRM Planicies e Montados, e tendo em consideração o objectivo de fazer o BRM Alqueva 400 em 25 de Maio, resolvi treinar como "deve de ser" ou pelo menos de uma forma mais estruturada. Como os tempos não estão propicios à contratação de um treinador tipo Pedro Maia ou sequer aos serviços de treino especializado oferecidos por exemplo pela própria Movefree, recorri à já famosa "desktop research", ou seja pesquisa na Internet e nas revistas de ciclismo.
O resultado foi um conjunto de planos de treino que acabei por publicar no blog: Plano de Treino para Eventos Audace, Plano de Treinos para Granfondo e um plano de Treino Intervalado de Alta Intensidade ("High Intensity Interval Training" - HIIT na sua forma original em Inglês) da autoria de Jesper Bondo Medhus e que aparece no seu livro "Time Effective Cycling Training".
Como uma das coisas que mais me aborrecem quando faço "rolos" é estar largos minutos a fazer a mesma coisa resolvi experimentar o plano do Jesper Bondo Medhus: para além de ser treino intervalado, é bastante variado e baseado em fazer apenas uma hora por dia o que dá jeito para quem tem de conciliar a famíla, o emprego e o maluquice pelas biclas...
Para melhor fazer os treinos aproveitei o facto de ter um tablet Android e instalei uma aplicação perfeita para implementar e executar o plano de treinos: "Impetus - Interval Timer for Android". Depois de registar os exercicios a fazer diariamente (14 diferentes para 14 dias no plano do Jesper Bondo Medhus) só é preciso colocar o treino do dia a "executar" e seguir as instruções visuais e sonoras que a aplicação proporciona: simples e eficiente, e sobretudo evita que necessitemos de estar a olhar para um papel e para o cronómetro para saber o que fazer e quando terminar...
Assim sendo, desde a data do BRM Planicies e Montados que tenho treinado quase diariamente - com "rolos" porque o raio do tempo não tem estado para grandes voltas de bicicleta no "mundo real" como devem ter reparado... Como disse acima, o objectivo é conseguir fazer os 400 kms do BRM Alqueva 400 sem que o "homem da marreta" me consiga apanhar e acabar o evento em menos de 20 horas (incluindo paragens).
Voltando então ao "II Audace Movefree", o objectivo da participação era perceber em que forma fisica é que estou nesta altura e sobretudo saber se o treino estava a fazer algum efeito. Para um tipo como eu que prefere as planicies às serras, a grande dificuldade deste Audace não era a quilometragem ("apenas" 133 kms) mas sim o acumulado à volta dos 1850 metros.
O track GPS enviado pela FPCUB prometia diversão: não havia nenhum pedaço que fosse plano, ora subiamos ora desciamos.
Acho mesmo que a única parte plana do percurso foi mesmo as poucas centenas de metros à frente do Palácio Nacional de Mafra: de resto foi uma montanha russa com as subidas para Lousa, Venda do Pinheiro, Gradil, Mafra, Rebanque e Almornos como as mais pronunciadas. Enfim um "fartote" para os "Contadores" que há em dentro de nós :-)
Para esta prova o NCA conseguiu juntar apenas quatro ciclomalucos: eu, o Luis Inácio, o Jacob Souza e o Zé Almeida. Para além deles havia bastante malta conhecida: o Arlindo Beicinha e o Edgar que costumam acompanhar o Zé Almeida nas suas aventuras, o Hugo "BMC" Pires e mais uns colegas lá do Seixal. Lá estavam também o pessoal habitual nos Audaces: o "Estica" e a malta da Carris mais o pessoal do PNSC em grande número. Desta vez também apareceram a malta de Arruda e do Sobral de Monte Agraço com quem costumo dar umas voltas na região saloia.
A juntar aos "habituées" acima havia bastante outro pessoal: tanto que à hora da partida (08:00) ainda havia fila para fazer o "check in" e receber a carta de percurso.
Eu como já calculava que isso ia acontecer, tratei de chegar cedo para evitar confusões. Outra coisa que contribui para acordar cedo foi o facto de ter viajado em trabalho na semana anterior para um país árabe e ter feito duas directas em três dias a voar de um lado para o outro: ainda estava com as horas trocadas... O reverso da medalha foi que o corpo não estava tão descansado como devia (a PDI já não perdoa, e esta coisa das "directas" custam muito mais agora do que quando temos vinte anos...) e para além disso não tinha conseguido treinar em toda a semana antes do Audace. No tal país árabe bicicletas nem vê-las e ginásios também não, apesar de que mesmo que existissem o tempo para treinar ia ser nulo... Enfim, contratempos que temos que saber lidar nos tempos que correm.
Voltando ao Audace: como habitualmente juntei-me ao Luis Inácio e formámos a habitual "dupla maravilha": eu puxo por ele na primeira metade do percurso e ele puxa por mim na segunda metade. Eu tenho um problema neste tipo de eventos: ainda não aprendi a dosear o meu esforço e gosto sempre de ir a "todo o gás" e o resultado é que algumas vezes o "gás" acaba-se antes da hora. O Luis - que já anda nisto à mais tempo que eu - já aprendeu a dosear o esforço de acordo com o percurso e as suas capacidades. Como eu e ele andamos mais ou menos a mesma coisa, em dupla conseguimos criar sinergias e fazer os eventos de uma forma melhor do que fariamos se fossemos sozinhos.
E foi assim que fizémos este "II Audace Movefree": doseando o esforço e de trás para a frente, ou seja, não fomos em loucuras na parte inicial e preferimos puxar na parte final para esgotar o tanque apenas à chegada ao Dolce Vita Tejo (donde o Audace tinha também partido). O tempo final para mim não foi muito relevante: o relevante foi que consegui fazer os 133 kms e sobretudo os 1839 metros de acumulado sem estoirar: treinar sempre compensa e agora é continuar até 25 de Maio a puxar para conseguir fazer o Alqueva 400 sem ter que vender a alma ao diabo :-)
Uma palavra final para a Movefree: parabéns pela organização perfeita do evento e que devia servir de exemplo e referência para os outros organizadores de Audaces: percurso sempre bem sinalizado com setas bem visiveis - muito importante porque o evento usou muitas estradas urbanas na zona de Lisboa onde as mudanças de direcção eram frequentes - e um óptimo abastecimento sólido e liquido nos pontos de controlo - água, bebidas energéticas, gels, fruta e até Bolycaos e Donuts são um luxo nos tempos que correm !!!
Depois dos problemas enfrentados no BRM Planicies e Montados, e tendo em consideração o objectivo de fazer o BRM Alqueva 400 em 25 de Maio, resolvi treinar como "deve de ser" ou pelo menos de uma forma mais estruturada. Como os tempos não estão propicios à contratação de um treinador tipo Pedro Maia ou sequer aos serviços de treino especializado oferecidos por exemplo pela própria Movefree, recorri à já famosa "desktop research", ou seja pesquisa na Internet e nas revistas de ciclismo.
O resultado foi um conjunto de planos de treino que acabei por publicar no blog: Plano de Treino para Eventos Audace, Plano de Treinos para Granfondo e um plano de Treino Intervalado de Alta Intensidade ("High Intensity Interval Training" - HIIT na sua forma original em Inglês) da autoria de Jesper Bondo Medhus e que aparece no seu livro "Time Effective Cycling Training".
Como uma das coisas que mais me aborrecem quando faço "rolos" é estar largos minutos a fazer a mesma coisa resolvi experimentar o plano do Jesper Bondo Medhus: para além de ser treino intervalado, é bastante variado e baseado em fazer apenas uma hora por dia o que dá jeito para quem tem de conciliar a famíla, o emprego e o maluquice pelas biclas...
Para melhor fazer os treinos aproveitei o facto de ter um tablet Android e instalei uma aplicação perfeita para implementar e executar o plano de treinos: "Impetus - Interval Timer for Android". Depois de registar os exercicios a fazer diariamente (14 diferentes para 14 dias no plano do Jesper Bondo Medhus) só é preciso colocar o treino do dia a "executar" e seguir as instruções visuais e sonoras que a aplicação proporciona: simples e eficiente, e sobretudo evita que necessitemos de estar a olhar para um papel e para o cronómetro para saber o que fazer e quando terminar...
Assim sendo, desde a data do BRM Planicies e Montados que tenho treinado quase diariamente - com "rolos" porque o raio do tempo não tem estado para grandes voltas de bicicleta no "mundo real" como devem ter reparado... Como disse acima, o objectivo é conseguir fazer os 400 kms do BRM Alqueva 400 sem que o "homem da marreta" me consiga apanhar e acabar o evento em menos de 20 horas (incluindo paragens).
Voltando então ao "II Audace Movefree", o objectivo da participação era perceber em que forma fisica é que estou nesta altura e sobretudo saber se o treino estava a fazer algum efeito. Para um tipo como eu que prefere as planicies às serras, a grande dificuldade deste Audace não era a quilometragem ("apenas" 133 kms) mas sim o acumulado à volta dos 1850 metros.
O track GPS enviado pela FPCUB prometia diversão: não havia nenhum pedaço que fosse plano, ora subiamos ora desciamos.
Acho mesmo que a única parte plana do percurso foi mesmo as poucas centenas de metros à frente do Palácio Nacional de Mafra: de resto foi uma montanha russa com as subidas para Lousa, Venda do Pinheiro, Gradil, Mafra, Rebanque e Almornos como as mais pronunciadas. Enfim um "fartote" para os "Contadores" que há em dentro de nós :-)
Para esta prova o NCA conseguiu juntar apenas quatro ciclomalucos: eu, o Luis Inácio, o Jacob Souza e o Zé Almeida. Para além deles havia bastante malta conhecida: o Arlindo Beicinha e o Edgar que costumam acompanhar o Zé Almeida nas suas aventuras, o Hugo "BMC" Pires e mais uns colegas lá do Seixal. Lá estavam também o pessoal habitual nos Audaces: o "Estica" e a malta da Carris mais o pessoal do PNSC em grande número. Desta vez também apareceram a malta de Arruda e do Sobral de Monte Agraço com quem costumo dar umas voltas na região saloia.
A juntar aos "habituées" acima havia bastante outro pessoal: tanto que à hora da partida (08:00) ainda havia fila para fazer o "check in" e receber a carta de percurso.
Eu como já calculava que isso ia acontecer, tratei de chegar cedo para evitar confusões. Outra coisa que contribui para acordar cedo foi o facto de ter viajado em trabalho na semana anterior para um país árabe e ter feito duas directas em três dias a voar de um lado para o outro: ainda estava com as horas trocadas... O reverso da medalha foi que o corpo não estava tão descansado como devia (a PDI já não perdoa, e esta coisa das "directas" custam muito mais agora do que quando temos vinte anos...) e para além disso não tinha conseguido treinar em toda a semana antes do Audace. No tal país árabe bicicletas nem vê-las e ginásios também não, apesar de que mesmo que existissem o tempo para treinar ia ser nulo... Enfim, contratempos que temos que saber lidar nos tempos que correm.
Voltando ao Audace: como habitualmente juntei-me ao Luis Inácio e formámos a habitual "dupla maravilha": eu puxo por ele na primeira metade do percurso e ele puxa por mim na segunda metade. Eu tenho um problema neste tipo de eventos: ainda não aprendi a dosear o meu esforço e gosto sempre de ir a "todo o gás" e o resultado é que algumas vezes o "gás" acaba-se antes da hora. O Luis - que já anda nisto à mais tempo que eu - já aprendeu a dosear o esforço de acordo com o percurso e as suas capacidades. Como eu e ele andamos mais ou menos a mesma coisa, em dupla conseguimos criar sinergias e fazer os eventos de uma forma melhor do que fariamos se fossemos sozinhos.
E foi assim que fizémos este "II Audace Movefree": doseando o esforço e de trás para a frente, ou seja, não fomos em loucuras na parte inicial e preferimos puxar na parte final para esgotar o tanque apenas à chegada ao Dolce Vita Tejo (donde o Audace tinha também partido). O tempo final para mim não foi muito relevante: o relevante foi que consegui fazer os 133 kms e sobretudo os 1839 metros de acumulado sem estoirar: treinar sempre compensa e agora é continuar até 25 de Maio a puxar para conseguir fazer o Alqueva 400 sem ter que vender a alma ao diabo :-)
Uma palavra final para a Movefree: parabéns pela organização perfeita do evento e que devia servir de exemplo e referência para os outros organizadores de Audaces: percurso sempre bem sinalizado com setas bem visiveis - muito importante porque o evento usou muitas estradas urbanas na zona de Lisboa onde as mudanças de direcção eram frequentes - e um óptimo abastecimento sólido e liquido nos pontos de controlo - água, bebidas energéticas, gels, fruta e até Bolycaos e Donuts são um luxo nos tempos que correm !!!
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