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BRM Planícies e Montados 300 - As meditações do José Almeida

Depois da crónica do Arlindo Beicinha, dos comentários do Luis Inácio, aqui ficam as meditações do José Almeida !

Como disse o nosso amigo Luís Inácio, fazer 300 Kms em cima de uma bicicleta não é para todos, mas está ao alcance da maioria de quem está habituado a andar.

Não vou falar do BRM, mas sim dos quatro “ciclomalucos” que participaram nesta aventura.


Cinco e qualquer coisa  da matina eu e o meu amigo Arlindo chegamos a Vila Franca, como sempre o Paulo Gomes já lá estava, passado alguns minutos chega o Luís Inácio, cumprimentos do costume, então tudo bem, blá,blá,blá. 


Seis horas partida, eu e acho que os meus companheiros com uma vontade louca de concluir este desafio ! E lá chegamos os quatro ao primeiro posto de controlo, como sempre nunca levo a esferográfica mas o nosso amigo Paulo tem sempre tudo e deu para marcar na caderneta o que era proposto.


O nosso amigo Paulo, o Sr. que me puxou para estas aventuras, sempre bem-disposto e com um sentido de humor particular, espírito de sacrifício, força de vontade, humildade e sempre pronto a ajudar.


O Luís, com as mesmas qualidades e uma em particular é que durante o percurso vai contando umas anedotas que a malta vai rindo e os quilómetros passando.


Arlindo, este Sr. com quem tenho passado muitas horas a pedalar e no qual tenho aprendido muito nestas coisa do ciclismo. Uma pessoa divertida, humilde e com um espírito de entreajuda nunca visto.


Eu, tento ser, divertido, humilde, espírito de sacrifício, “isso tenho” entreajuda e bem-disposto.
 

O que quero dizer com isto tudo é que com este grupo de quatro “ciclomalucos” não há distâncias impossíveis, dê-nos uma estrada que vamos à lua. Neste grupo todos sabem as capacidades de cada um, não há metas nem vencedores, se algum está menos bem, o resto do grupo ajuda, dá incentivo para o objectivo seja concluído no colectivo. É este espírito de camaradagem que faz a diferença entre vencer ou desistir, coisas que aprendi no meu curso de Fuzileiros, onde a camaradagem e entreajuda eram as armas mais fortes que tinhamos. 

Aos meus companheiros destas aventuras, um abraço do tamanho do mundo.




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