Para quem não conhece, no dia de descanso da Volta a Portugal, organiza-se uma "prova de ciclismo para amadores" - não sei bem o que lhe chamar: não é bem um passeio cicloturistico porque existe uma classificação; não é um Audace porque é competititivo existindo prémios para os 15 primeiros; mas não é completamente competitivo porque inclui uma parte de "passeio" em andamento controlado.
A "prova" deste ano - denominada "6ª Etapa da Volta" (ver http://www.volta-portugal.com/index.php?Itemid=44) realizou-se em Viseu no dia 22 de Agosto. No dia anterior, a própria Volta a Portugal (a 74ª edição...) tinha uma etapa a terminar no mesmo local.
O percurso deste ano começava e terminava em Viseu e tinha uma distância (segundo a organização) de 72 kms.
Em traços gerais, iriamos realizar um percurso que começava em Viseu, daí seguiamos até Vouzela, passávamos por São Pedro do Sul, Calde e depois regressávamos a Viseu. Um ponto a melhorar para o futuro, é o facto da organização não disponibilizar um track GPS do percurso (tal como acontece já com os Audaces, por exemplo), e preferir os "road books" à antiga.
Uma consequência desta abordagem é que não se consegue perceber a altimetria acumulada do percurso, porque tudo o que é disponibilizado é um gráfico um bocado "ranhoso".
Como nunca tinha presenciado uma chegada de uma etapa da Volta a Portugal, resolvi tirar então dois dias de férias e fazer um "dois-em-um": ver a dita chegada e participar do passeio do dia de descanso.
Como não era o único "ciclomaluco" a participar, juntei-me então ao António Santos e na manhã do dia 21 de Agosto arrancámos rumo a Viseu. Não, não viajei ao som da música do "Indo eu indo eu a caminho de Viseu", mas aqui fica a primeira parte da letra para quem não se lembra:
Indo eu, indo eu,
A caminho de Viseu, {Bis}
Encontrei o meu amor,
Ai Jesus, que lá vou eu! {Bis}
Ora zus, truz, truz, Ora zás, trás, trás,
Ora chega, chega, chega,
Ora arreda lá pr'a trás!
O último verso era premonitório sobre o que me iria acontecer a subir a Sra. dos Milagres :-)
Voltando ao acontecimentos do dia 21 de Agosto: após o check-in no Hotel Grão Vasco (simples e cómodo q.b.), fomos almoçar a um restaurante próximo onde pagámos a exorbitante quantia de 6 € por uma refeição de sopa, prato principal, sobremesa, e bebida :-) Ahh, que bom que é viver na província: em Lisboa - e especialmente no Parque das Nações onde trabalho - uma refeição dessas custaria algo para cima dos 10 €...
Após o almoço, o António decidiu ir para o hotel ver no Eurosport a etapa da "Vuelta España" que terminava nesse dia num local do País Basco onde ele tinha vivido.
Eu pelo meu lado, encontrei-me com outro colega de "ciclomaluquices" - o Zé Almeida (ver http://ciclomaluco.blogspot.pt/2012/04/minha-cronica-sobre-o-audade-alpiarca.html) - e estivemos na recta da meta a ver a chegada da etapa e todo o ambiente ao redor.
Primeira decepção: a caravana publicitária. Ao contrário de outros anos, a caravana publicitária era apenas constituída por uma mão cheia de carros dos principais patrocinadores da volta (Liberty Seguros, Banco Bic, Meo, RTP e EDP). Brindes publicitários nem vê-los !!! Uma pobreza franciscana que é um reflexo da situação em que está Portugal...
A mesma situação passava-se na zona de animação e de merchandising onde só estavam presentes dois stands - um da Efapel e outro da Onda - a tentarem vender vestuário de ciclismo: nada de stands das marcas de bicicletas por exemplo...
O mais interessante na zona de animação ainda era um "personagem" vestido de cabeçudo e que protestava com o presidente da Câmara de Viseu, o Bispo de Viseu, a Troika e a Feira de São Mateus...
Após a chegada dos ciclistas, e depois de ter tirado fotos às "burras" de todas as equipas no cimo dos carros de apoio (cada maluco com a sua tara...), fiquei surpreendido com o facto de ver umas quantas equipas regressar ao hotel - não nos carros de apoio - mas sim de bicicleta e com umas mochilas enormes às costas. Será alguma forma nova de descompressão ou resultado também da falta de meios?
Regressado eu também ao hotel ainda tive tempo para um mergulho na piscina para descontrair as pernas do tempo todo passado em pé nessa tarde. O dia terminou com um jantar de Leitão da Bairrada na companhia do António, do Zé e da esposa: era preciso acumular energia para a "prova" do dia seguinte :-)
No dia seguinte - quarta-feira 22 de Agosto - e após um grande pequeno-almoço no Hotel, lá estávamos nós por volta das 08:30 na Avenida Europa em Viseu a preparar-mos para a "prova". Bicicletas preparadas, lá fomos levantar os dorsais, para depois voltarmos novamente ao carro para finalizar os preparativos: alimentação, bebidas, protector solar e um último enchimento dos pneus das bicicletas. Com tantos preparativos quando voltámos novamente ao local da partida ficámos colocados no último terço do pelotão. Mas como o troço de andamento livre só começava pelo quilómetro 52, tinhamos muito tempo para nos chegarmos à frente...
Sem o track GPS e sem conhecer a região de Viseu com algum detalhe, não sabia o que esperar da prova: sabia que iria ser sempre a subir e a descer, mas não sabia se o acumulado iria ser 100, 1000 ou 2000 metros... Para um "ciclista das planícies" e "control freak" como eu, esta incerteza provocava algum nervoso miudinho, que só desapareceu quando começámos a rolar.
De ínicio, o Zé, o António e eu, rolámos juntos, mas ao fim das primeiras subidas, o António já tinha ficado para trás. De qualquer forma, todos nós tinhamos objectivos diferentes: o Zé queria chegar nos 100 primeiros, eu queria dar o meu máximo e o António queria apreciar o evento.
Nas pequenas subidas iniciais (com menos de 4% de gradiente...) consegui acompanhar o Zé. Fomos então em conjunto até ao quilómetro 35 onde começava a subida para a Sra. dos Milagres. Nessa altura já tinhamos conseguido chegar ao primeiro terço do pelotão. Enquanto o Zé foi galgando posições, eu resolvi usar a táctica inovadora de "correr de trás para a frente ao contrário" e transformei-me em mais um "bidon" :-)
À posteriori, e fazendo a análise do meu track GPS recolhido com o Garmin Edge 500, a dita subida da Sra. dos Milagres têm uma extensão de cerca de 7 kms com um gradiente médio de 5% e, após um pequeno troço em plano, é seguida de uma parede de 600 metros com cerca de 6% de inclinação. Esta parte (para além de ser dificil) foi das mais bonitas da subida, porque a dita parede começava numa recta enorme e dava para ver o enorme pelotão (cerca de 500 ciclistas) espalhado pela estrada em pé na bicicleta a tentar ultrapassar o obstáculo.
Após ultrapassada a Sra. dos Milagres, descemos então até atingirmos o quilómetro 54 segundo o meu Garmin e 52 segundo a organização, onde começava o percurso em andamento livre. Este começava com mais uma subida de 5% e extensão de cerca de 3,5 quilómetros. Seja porque a malta tinha dado o litro na Sra. dos Milagres, seja porque as subidas não eram tão longas ou inclinadas, ou por qualquer outra razão, a parte do andamento livre correu-me melhor que a dita subida da Sra. dos Milagres: fui em andamento mais ou menos constante e a ultrapassar outros participantes até ao final da etapa. Na recta da meta ainda deu para desafiar um companheiro e fazer-mos em conjunto um sprint como se estivéssemos a lutar pela vitória da prova :-)
No final, dos 421 ciclistas que terminaram a prova, a malta do NCA ficou assim classificada:
O último ciclista classificado cortou a meta a 1 hora e 9 minutos do primeiro...
No final ainda tivemos tempo para umas fotos de "consagração" e sobretudo para uma foto com esse grande ciclista que foi o Joaquim Gomes (e que é o actual director da 74º Volta a Portugal).
Uma palavra para a organização que esteve quase perfeita: ao longo da prova toda tivemos a estrada completamente para nós - tal como numa etapa da "verdadeira" Volta a Portugal - com o trânsito fechado a automóveis que não os da organização. Pontos a melhorar no futuro: providenciar abastecimento liquido aos cliclistas ao longo da prova e disponibilizar o track GPS do percurso. Também acho que para além da classificação geral global, poderia fazer-se classificações por escalões etários e classificações femininas.
Uma palavra final para os custos de participação num evento como este: a inscrição custa 25 €, uma noite num hotel em Viseu foram 80 €, e o gasóleo e as portagens desde Lisboa outros 80 €. Mesmo dividindo o hotel e os custos de deslocação, a participação ficou nos 105 €... Quem corre por gosto não cansa, mas fica de certeza com a carteira menos recheada :-)
A "prova" deste ano - denominada "6ª Etapa da Volta" (ver http://www.volta-portugal.com/index.php?Itemid=44) realizou-se em Viseu no dia 22 de Agosto. No dia anterior, a própria Volta a Portugal (a 74ª edição...) tinha uma etapa a terminar no mesmo local.
O percurso deste ano começava e terminava em Viseu e tinha uma distância (segundo a organização) de 72 kms.
Em traços gerais, iriamos realizar um percurso que começava em Viseu, daí seguiamos até Vouzela, passávamos por São Pedro do Sul, Calde e depois regressávamos a Viseu. Um ponto a melhorar para o futuro, é o facto da organização não disponibilizar um track GPS do percurso (tal como acontece já com os Audaces, por exemplo), e preferir os "road books" à antiga.
Uma consequência desta abordagem é que não se consegue perceber a altimetria acumulada do percurso, porque tudo o que é disponibilizado é um gráfico um bocado "ranhoso".
Como nunca tinha presenciado uma chegada de uma etapa da Volta a Portugal, resolvi tirar então dois dias de férias e fazer um "dois-em-um": ver a dita chegada e participar do passeio do dia de descanso.
Como não era o único "ciclomaluco" a participar, juntei-me então ao António Santos e na manhã do dia 21 de Agosto arrancámos rumo a Viseu. Não, não viajei ao som da música do "Indo eu indo eu a caminho de Viseu", mas aqui fica a primeira parte da letra para quem não se lembra:
Indo eu, indo eu,
A caminho de Viseu, {Bis}
Encontrei o meu amor,
Ai Jesus, que lá vou eu! {Bis}
Ora zus, truz, truz, Ora zás, trás, trás,
Ora chega, chega, chega,
Ora arreda lá pr'a trás!
O último verso era premonitório sobre o que me iria acontecer a subir a Sra. dos Milagres :-)
Voltando ao acontecimentos do dia 21 de Agosto: após o check-in no Hotel Grão Vasco (simples e cómodo q.b.), fomos almoçar a um restaurante próximo onde pagámos a exorbitante quantia de 6 € por uma refeição de sopa, prato principal, sobremesa, e bebida :-) Ahh, que bom que é viver na província: em Lisboa - e especialmente no Parque das Nações onde trabalho - uma refeição dessas custaria algo para cima dos 10 €...
Após o almoço, o António decidiu ir para o hotel ver no Eurosport a etapa da "Vuelta España" que terminava nesse dia num local do País Basco onde ele tinha vivido.
Eu pelo meu lado, encontrei-me com outro colega de "ciclomaluquices" - o Zé Almeida (ver http://ciclomaluco.blogspot.pt/2012/04/minha-cronica-sobre-o-audade-alpiarca.html) - e estivemos na recta da meta a ver a chegada da etapa e todo o ambiente ao redor.
Primeira decepção: a caravana publicitária. Ao contrário de outros anos, a caravana publicitária era apenas constituída por uma mão cheia de carros dos principais patrocinadores da volta (Liberty Seguros, Banco Bic, Meo, RTP e EDP). Brindes publicitários nem vê-los !!! Uma pobreza franciscana que é um reflexo da situação em que está Portugal...
A mesma situação passava-se na zona de animação e de merchandising onde só estavam presentes dois stands - um da Efapel e outro da Onda - a tentarem vender vestuário de ciclismo: nada de stands das marcas de bicicletas por exemplo...
O mais interessante na zona de animação ainda era um "personagem" vestido de cabeçudo e que protestava com o presidente da Câmara de Viseu, o Bispo de Viseu, a Troika e a Feira de São Mateus...
Após a chegada dos ciclistas, e depois de ter tirado fotos às "burras" de todas as equipas no cimo dos carros de apoio (cada maluco com a sua tara...), fiquei surpreendido com o facto de ver umas quantas equipas regressar ao hotel - não nos carros de apoio - mas sim de bicicleta e com umas mochilas enormes às costas. Será alguma forma nova de descompressão ou resultado também da falta de meios?
Regressado eu também ao hotel ainda tive tempo para um mergulho na piscina para descontrair as pernas do tempo todo passado em pé nessa tarde. O dia terminou com um jantar de Leitão da Bairrada na companhia do António, do Zé e da esposa: era preciso acumular energia para a "prova" do dia seguinte :-)
No dia seguinte - quarta-feira 22 de Agosto - e após um grande pequeno-almoço no Hotel, lá estávamos nós por volta das 08:30 na Avenida Europa em Viseu a preparar-mos para a "prova". Bicicletas preparadas, lá fomos levantar os dorsais, para depois voltarmos novamente ao carro para finalizar os preparativos: alimentação, bebidas, protector solar e um último enchimento dos pneus das bicicletas. Com tantos preparativos quando voltámos novamente ao local da partida ficámos colocados no último terço do pelotão. Mas como o troço de andamento livre só começava pelo quilómetro 52, tinhamos muito tempo para nos chegarmos à frente...
Sem o track GPS e sem conhecer a região de Viseu com algum detalhe, não sabia o que esperar da prova: sabia que iria ser sempre a subir e a descer, mas não sabia se o acumulado iria ser 100, 1000 ou 2000 metros... Para um "ciclista das planícies" e "control freak" como eu, esta incerteza provocava algum nervoso miudinho, que só desapareceu quando começámos a rolar.
De ínicio, o Zé, o António e eu, rolámos juntos, mas ao fim das primeiras subidas, o António já tinha ficado para trás. De qualquer forma, todos nós tinhamos objectivos diferentes: o Zé queria chegar nos 100 primeiros, eu queria dar o meu máximo e o António queria apreciar o evento.
Nas pequenas subidas iniciais (com menos de 4% de gradiente...) consegui acompanhar o Zé. Fomos então em conjunto até ao quilómetro 35 onde começava a subida para a Sra. dos Milagres. Nessa altura já tinhamos conseguido chegar ao primeiro terço do pelotão. Enquanto o Zé foi galgando posições, eu resolvi usar a táctica inovadora de "correr de trás para a frente ao contrário" e transformei-me em mais um "bidon" :-)
À posteriori, e fazendo a análise do meu track GPS recolhido com o Garmin Edge 500, a dita subida da Sra. dos Milagres têm uma extensão de cerca de 7 kms com um gradiente médio de 5% e, após um pequeno troço em plano, é seguida de uma parede de 600 metros com cerca de 6% de inclinação. Esta parte (para além de ser dificil) foi das mais bonitas da subida, porque a dita parede começava numa recta enorme e dava para ver o enorme pelotão (cerca de 500 ciclistas) espalhado pela estrada em pé na bicicleta a tentar ultrapassar o obstáculo.
| Nome | Altura Inicial (Metros) | Km Inicial (PK) | Altura Final (Metros) | Km Final (PK) | Distância Total (Kms) | Subida Acumulada (Metros | Gradiente Médio |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 1 | 390 | 5,60 | 470 | 8,62 | 3,02 | 80 | 2,65% |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 2 | 402 | 11,09 | 525 | 15,13 | 4,04 | 123 | 3,04% |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 3 (Senhora dos Milagres) | 184 | 35,85 | 533 | 42,90 | 7,05 | 349 | 4,95% |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 4 | 519 | 44,57 | 554 | 45,18 | 0,61 | 35 | 5,74% |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 5 (Inicio do andamento livre) | 340 | 54,49 | 517 | 57,93 | 3,44 | 177 | 5,15% |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 6 | 498 | 58,67 | 537 | 59,97 | 1,30 | 39 | 3,00% |
| 6ª Etapa da Volta: Subida # 7 | 441 | 62,72 | 602 | 66,87 | 4,15 | 161 | 3,88% |
| 964 |
Após ultrapassada a Sra. dos Milagres, descemos então até atingirmos o quilómetro 54 segundo o meu Garmin e 52 segundo a organização, onde começava o percurso em andamento livre. Este começava com mais uma subida de 5% e extensão de cerca de 3,5 quilómetros. Seja porque a malta tinha dado o litro na Sra. dos Milagres, seja porque as subidas não eram tão longas ou inclinadas, ou por qualquer outra razão, a parte do andamento livre correu-me melhor que a dita subida da Sra. dos Milagres: fui em andamento mais ou menos constante e a ultrapassar outros participantes até ao final da etapa. Na recta da meta ainda deu para desafiar um companheiro e fazer-mos em conjunto um sprint como se estivéssemos a lutar pela vitória da prova :-)
No final, dos 421 ciclistas que terminaram a prova, a malta do NCA ficou assim classificada:
- Zé Almeida, na posição 50 a 7 minutos e 1 segundo do vencedor;
- Eu, na posição 267 a 20 minutos e 49 segundos;
- António Santos, na posição 379 a 39 minutos e 30 segundos.
O último ciclista classificado cortou a meta a 1 hora e 9 minutos do primeiro...
No final ainda tivemos tempo para umas fotos de "consagração" e sobretudo para uma foto com esse grande ciclista que foi o Joaquim Gomes (e que é o actual director da 74º Volta a Portugal).
Uma palavra para a organização que esteve quase perfeita: ao longo da prova toda tivemos a estrada completamente para nós - tal como numa etapa da "verdadeira" Volta a Portugal - com o trânsito fechado a automóveis que não os da organização. Pontos a melhorar no futuro: providenciar abastecimento liquido aos cliclistas ao longo da prova e disponibilizar o track GPS do percurso. Também acho que para além da classificação geral global, poderia fazer-se classificações por escalões etários e classificações femininas.
Uma palavra final para os custos de participação num evento como este: a inscrição custa 25 €, uma noite num hotel em Viseu foram 80 €, e o gasóleo e as portagens desde Lisboa outros 80 €. Mesmo dividindo o hotel e os custos de deslocação, a participação ficou nos 105 €... Quem corre por gosto não cansa, mas fica de certeza com a carteira menos recheada :-)







Comentários
Enviar um comentário
Deixe aqui o seu comentário