Quem anda nesta lides das bicicletas (e é "control freak" como eu), sabe que a logistica para uma prova ou passeio de bicicleta não é simples. Primeiro, há a bicicleta: - verificar as mudanças, travões e pressão dos pneus - que perdem sempre pressão mesmo de um fim-de-semana para o outro: de forma a minimizar os furos, os pneus de estrada devem andar sempre com pressões elevadas (7, 8 ou até 9 bar), portanto o ritual antes de cada volta é encher os ditos pneus até à pressão desejada.
Depois existe a questão da alimentação: como os passeios (ou Audaces) têm sempre começo de manhã bem cedo, normalmente às 8:00, é preciso deixar as bebidas energéticas, barras e os géis preparados na noite anterior. E o mesmo se aplica ao vestuário: normalmente deixo separado e pronto a vestir todo o equipamento necessário desde as meias até à bandana, passando como é óbvio pelos calções, camisola, sapatos, luvas, óculos (com as lentes adaptadas ás condições de luz previstas...) e capacete. No inverno ainda temos que acrescentar a esta lista o casaco corta-vento ou para a chuva e as "base layers"...
Depois existe a parte da documentação e dos telemóveis: quando o passeio obriga a deslocação por carro até ao local da partida, normalmente levo apenas uma carteira pequena com o cartão de cidadão, carta de condução, um cartão multibanco e os documentos do carro. No caso de sair de casa, levo apenas uma Jimmi Wallet com o básico: uma identificação - normalmente o cartão da FPCUB, algum dinheiro e as chaves de casa. No que diz respeito ao telemóvel, desde que comecei a andar em passeios mais demorados que optei por levar um simples telemóvel básico (daqueles que só faz mesmo chamadas) e não o iPhone por causa da autonomia da bateria: não me apetece ter um problema que não consiga resolver pelos meus próprios meios no meio de nada e não conseguir chamar a "assistência" :-)
Voltando ao caso em que a prova ou passeio termina algures e dá direito a banho, também é preciso preparar o equipamento para tal: toalhas, chinelos e roupas para vestir após o dito banho...
Enfim, são coisas simples mas que consomem o seu tempo.
O intróito acima veio-me à cabeça pela minha participação no passado domingo (24 de Junho) no passeio "Tejo Ciclável 2012". Como este passeio saía do Parque do Trancão (ou seja muito próximo da minha casa), a preparação da logistica na noite anterior foi no modo "simples": verificar a bicicleta e encher os pneus até aos 120 psi, colocar os bidões de água no frigorifico, escolher 3 geis e uma barra, Jimmi Wallet, telemóvel mais roupa de verão.
Cheguei ao local da partida um pouco antes das 8 da manhã e encontrei-me com o resto do pessoal do NCA: o Jacob, o Zé Almeida, o Arlando e o António Santos. Á nossa espera já estava também o João Santos que iria ser o condutor da carrinha de apoio neste dia.
O António Santos trazia a sua bicla nova - uma Specialized Roubaix "construida" à medida através de Body Geometry - e estava todo babado com a "burra" nova.
O Zé Almeida trazia, para além dos já habituais Arlindo e Edgar, reforços da margem sul para ver se desta vez conseguia aguentar o ritmo da malta do lado certo do Tejo :-)
O passeio decorreu em ritmo calmo até à passagem para a outra margem - "a margem errada do Tejo" :-) - em Vila Franca de Xira.
O ritmo era tão calmo que até deu para parar e tirar umas fotos ao extenso pelotão - éramos quase 1000 ciclomalucos.
A malta do NCA seguia tranquilamente em pelotão compacto e em ritmo de passeio, entre os 25 e os 30 km/h.
Mas nem tudo correu bem para todos os participantes no passeio, pois houve pelo menos uma queda na recta entre o Porto Alto e Alcochete com um ciclista a ter que receber assistência médica. Enfim, coisas que podem acontecer a quem anda nestas lides...
Uma das coisas interessantes destes passeios de cicloturismo é a variedade de pessoas e bicicletas particpantes. Havia malta em bicicletas de cidade com cesto à frente e "tandems" de BTT !
Outra grande personagem destes passeios é o "Estica" - incansável a andar de trás para a frente e a fechar alguns cruzamentos e a mandar a malta andar mais depressa com o seu grito de marca "Estica ! Estica !" :-) Ainda não consegui tirar-lhe uma foto decente - vai ter que ficar para um dos próximos passeios - mas aqui fica uma foto do "Estica" a cumprimentar o Jacob na paragem para reagrupamento efectuada dentro de Alcochete.
Depois da paragem em Alcochete seguimos então - sempre pela margem do Tejo - até à estação de serviço junto a entrada sul da Ponte Vasco da Gama. Aqui, havia um controlo "anti penetras" por parte da FPCUB, ou seja, quem não se tivesse inscrito e trazido o dorsal comprovativo não podia fazer a travessia da Ponte.
A paragem foi breve, não mais de cinco ou dez minutos e depois lá fomos para o ponto alto deste passeio - pelo menos para mim: atravessar a Ponte Vasco da Gama na sua toda extensão e numa bicicleta de jeito - em contrapartida a atravessá-la com as bicicletas do "Bike Tour". Para meu azar - ou talvez sorte - a bateria da minha máquina fotográfica esgotou-se logo no inicio da travessia o que permitiu ir a apreciar tranquilamente a paisagem - o dia estava fabuloso para andar de bicleta, e ver Lisboa do cimo da Ponte Vasco da Gama num dia radioso de sol é algo de se lhe tirar o chapéu !!!
Durante o passeio falava-se que este seria o último ano em que se iria realizar o "Tejo Ciclável": se assim for tenho pena, porque este é um evento muito mais interessante que o "Bike Tour". Na minha experiência pessoal o "Bike Tour" é uma seca completa: um tipo levanta-se de madrugada para estar uma(s) hora(s) numa fila para embarcar num autocarro, ser transportado para o meio da Ponte Vasco da Gama, correr para apanhar uma bicicleta "ranhosa", ficar mais uma(s) hora(s) a secar até poder pedalar de volta ao Parque das Nações. Isto tudo se tiver sorte e a dita bicicleta não se desfazer antes de chegar lá !!! E ainda têm de pagar 70 ou 80 euros pela experiência !!!
Ao contrário, o "Tejo Ciclável" custa apenas 10 euros - aceitável dado os valores que a Lusoponte provavelmente exige para ter o pessoal de manutenção a trabalhar em horas extraordinárias para permitir a passagem na ponte - pedala-se do inicio ao fim (cerca de 85 quilometros no meu caso) e não temos que levar um monte de ferro para casa a menos que o tenhamos levado de inicio :-)
Depois existe a questão da alimentação: como os passeios (ou Audaces) têm sempre começo de manhã bem cedo, normalmente às 8:00, é preciso deixar as bebidas energéticas, barras e os géis preparados na noite anterior. E o mesmo se aplica ao vestuário: normalmente deixo separado e pronto a vestir todo o equipamento necessário desde as meias até à bandana, passando como é óbvio pelos calções, camisola, sapatos, luvas, óculos (com as lentes adaptadas ás condições de luz previstas...) e capacete. No inverno ainda temos que acrescentar a esta lista o casaco corta-vento ou para a chuva e as "base layers"...
Depois existe a parte da documentação e dos telemóveis: quando o passeio obriga a deslocação por carro até ao local da partida, normalmente levo apenas uma carteira pequena com o cartão de cidadão, carta de condução, um cartão multibanco e os documentos do carro. No caso de sair de casa, levo apenas uma Jimmi Wallet com o básico: uma identificação - normalmente o cartão da FPCUB, algum dinheiro e as chaves de casa. No que diz respeito ao telemóvel, desde que comecei a andar em passeios mais demorados que optei por levar um simples telemóvel básico (daqueles que só faz mesmo chamadas) e não o iPhone por causa da autonomia da bateria: não me apetece ter um problema que não consiga resolver pelos meus próprios meios no meio de nada e não conseguir chamar a "assistência" :-)
Voltando ao caso em que a prova ou passeio termina algures e dá direito a banho, também é preciso preparar o equipamento para tal: toalhas, chinelos e roupas para vestir após o dito banho...
Enfim, são coisas simples mas que consomem o seu tempo.
O intróito acima veio-me à cabeça pela minha participação no passado domingo (24 de Junho) no passeio "Tejo Ciclável 2012". Como este passeio saía do Parque do Trancão (ou seja muito próximo da minha casa), a preparação da logistica na noite anterior foi no modo "simples": verificar a bicicleta e encher os pneus até aos 120 psi, colocar os bidões de água no frigorifico, escolher 3 geis e uma barra, Jimmi Wallet, telemóvel mais roupa de verão.
Cheguei ao local da partida um pouco antes das 8 da manhã e encontrei-me com o resto do pessoal do NCA: o Jacob, o Zé Almeida, o Arlando e o António Santos. Á nossa espera já estava também o João Santos que iria ser o condutor da carrinha de apoio neste dia.
O António Santos trazia a sua bicla nova - uma Specialized Roubaix "construida" à medida através de Body Geometry - e estava todo babado com a "burra" nova.
O Zé Almeida trazia, para além dos já habituais Arlindo e Edgar, reforços da margem sul para ver se desta vez conseguia aguentar o ritmo da malta do lado certo do Tejo :-)
O passeio decorreu em ritmo calmo até à passagem para a outra margem - "a margem errada do Tejo" :-) - em Vila Franca de Xira.
O ritmo era tão calmo que até deu para parar e tirar umas fotos ao extenso pelotão - éramos quase 1000 ciclomalucos.
A malta do NCA seguia tranquilamente em pelotão compacto e em ritmo de passeio, entre os 25 e os 30 km/h.
Mas nem tudo correu bem para todos os participantes no passeio, pois houve pelo menos uma queda na recta entre o Porto Alto e Alcochete com um ciclista a ter que receber assistência médica. Enfim, coisas que podem acontecer a quem anda nestas lides...
Uma das coisas interessantes destes passeios de cicloturismo é a variedade de pessoas e bicicletas particpantes. Havia malta em bicicletas de cidade com cesto à frente e "tandems" de BTT !
Outra grande personagem destes passeios é o "Estica" - incansável a andar de trás para a frente e a fechar alguns cruzamentos e a mandar a malta andar mais depressa com o seu grito de marca "Estica ! Estica !" :-) Ainda não consegui tirar-lhe uma foto decente - vai ter que ficar para um dos próximos passeios - mas aqui fica uma foto do "Estica" a cumprimentar o Jacob na paragem para reagrupamento efectuada dentro de Alcochete.
Depois da paragem em Alcochete seguimos então - sempre pela margem do Tejo - até à estação de serviço junto a entrada sul da Ponte Vasco da Gama. Aqui, havia um controlo "anti penetras" por parte da FPCUB, ou seja, quem não se tivesse inscrito e trazido o dorsal comprovativo não podia fazer a travessia da Ponte.
A paragem foi breve, não mais de cinco ou dez minutos e depois lá fomos para o ponto alto deste passeio - pelo menos para mim: atravessar a Ponte Vasco da Gama na sua toda extensão e numa bicicleta de jeito - em contrapartida a atravessá-la com as bicicletas do "Bike Tour". Para meu azar - ou talvez sorte - a bateria da minha máquina fotográfica esgotou-se logo no inicio da travessia o que permitiu ir a apreciar tranquilamente a paisagem - o dia estava fabuloso para andar de bicleta, e ver Lisboa do cimo da Ponte Vasco da Gama num dia radioso de sol é algo de se lhe tirar o chapéu !!!
Durante o passeio falava-se que este seria o último ano em que se iria realizar o "Tejo Ciclável": se assim for tenho pena, porque este é um evento muito mais interessante que o "Bike Tour". Na minha experiência pessoal o "Bike Tour" é uma seca completa: um tipo levanta-se de madrugada para estar uma(s) hora(s) numa fila para embarcar num autocarro, ser transportado para o meio da Ponte Vasco da Gama, correr para apanhar uma bicicleta "ranhosa", ficar mais uma(s) hora(s) a secar até poder pedalar de volta ao Parque das Nações. Isto tudo se tiver sorte e a dita bicicleta não se desfazer antes de chegar lá !!! E ainda têm de pagar 70 ou 80 euros pela experiência !!!
Ao contrário, o "Tejo Ciclável" custa apenas 10 euros - aceitável dado os valores que a Lusoponte provavelmente exige para ter o pessoal de manutenção a trabalhar em horas extraordinárias para permitir a passagem na ponte - pedala-se do inicio ao fim (cerca de 85 quilometros no meu caso) e não temos que levar um monte de ferro para casa a menos que o tenhamos levado de inicio :-)
Uma aventura digna de relato :)
ResponderEliminarTens de investir num suporte para a câmara no capacete! Assim conseguias para além de dar uma excelente vista sobre os teus percursos, também os "Estica, Estica" que fazem parte da aventura ;)
Sim, é uma hipótese, mas uma camara montada na bicla ou no capacete não te dá tanta liberdade como uma camara "de mão"
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