Trabalho com “gê-pê-esses” desde 2003 quando comecei a
trabalhar na empresa onde estou atualmente. Até essa altura desconhecia
totalmente a existência desse sistema.
Para quem não sabe o GPS foi criado nos anos 70 pelo
exército dos EUA e é um sistema de posicionamento global baseado numa
constelação de pelo menos 27 satélites que emitem um sinal de “navegação”: a
combinação de 4 desses satélites permite resolver as equações matemáticas que
nos dão as três dimensões físicas (latitude, longitude e altitude) mais o tempo
(horas, minutos, segundos,…).
Aquilo que chamamos GPS, na verdade deveríamos chamar
Sistema de Navegação Pessoal: GPS é a sigla inglesa para Global Positioning System – e actualmente já existem outros
sistemas de posicionamento com o GLONASS russo e – no futuro breve – o Galileo
europeu. Aqueles aparelhos que utilizamos são então Sistemas de Navegação
Pessoal que usam um sistema de posicionamento (normalmente o GPS americano)
para identificar a posição da pessoa ou veículo e apresentar essa informação
num mapa georreferenciado.
Todo o introito acima serve para dizer que depois de ter
começado a trabalhar com “gê-pê-esses”, me tornei num “consumidor” ávido de
Sistemas de Navegação Pessoal: atualmente o meu carro tem um sistema desses
pré-instalado de fábrica, tenho um TomTom para as viagens com carro alugado, um
Garmin Edge 500 para quando ando de bicla, um Garmin Etrex para as caminhadas e até o meu Smartphone
tem duas (sim duas…) aplicações de navegação. Enfim – “Walk the Talk” – ou seja, devemos fazer aquilo que pregamos!
E é assim que dou por mim a fazer uma viagem Lisboa para
Vinhais (em Trás-os-Montes) a confiar apenas no “gê-pê-esse” do carro.
Resultado: uma viagem tranquila até Chaves e depois continuação até Espanha,
com saída para Vinhais numa estrada de montanha - alcatroada sim senhor - mas
daquelas estradas onde só dá para circular um carro e que não tem barreiras de
proteção entre a estrada e o precipício de centenas de metros mesmo ao lado… A
juntar a isto o facto de serem 7 da tarde, estar já a escurecer e estar a
chover a potes. E depois temos sempre aquela dúvida a meio do percurso: voltar
para trás ou continuar em frente? A minha sorte foi que ao fim de uma dezena e
meia de quilómetros nessa estrada do “demo”, lá entrámos numa estrada mais
normal: com duas vias e nalguns sítios com rails
de proteção.
Apesar de tudo – e sobretudo agora - tenho que reconhecer
que a paisagem era espetacular, mas naquele momento o pânico não me permitiu
apreciá-la devidamente. Enfim, lá acabei por chegar são e salvo a Vinhais e
depois no regresso a Lisboa já não me deixei enganar pelo “gê-pê-esse”. Moral
da história: podem confiar nos vossos “gê-pê-esses” mas como tudo na vida
tenham um Plano B :-)
Por falar em GPS, ontem começou o TransPortugal. Fazer esta prova é um dos meus objetivos pessoais para os próximos anos, talvez não já em 2013 mas em 2014 ou 2015. Ir de Bragança a Sagres em BTT parece-me um bom desafio de superação pessoal, mas antes de tentar tal coisa, preciso de perder mais peso e começar a treinar “como deve de ser” e atualmente tanto a minha vida pessoal como profissional não me permitem treinar adequadamente e sobretudo tirar duas semanas para andar de bicla pelo interior profundo de Portugal apenas com um GPS Garmin como guia. Bem, na realidade a parte do treino até dava para melhorar se não fosse a preguiça para levantar todos os dias às 5 da manhã para fazer rolos, mas dar cerca de três mil euros pela participação não é fácil nos tempos que correm e sobretudo quando se tem dois miúdos pequenos…
Mas objetivo está definido será cumprido, não fosse um dos
meus lemas “Life is hard and then you die. Keep calm and bike on” !

Confesso que ao ler a descrição do percurso dito "ideal" marcado pelo GPS acabo por relembrar que também já passei por experiências do género, e nos tempos que correm duvido que sejamos os únicos! O que concluo é o seguinte, "se sabes o caminho usa o GPS apenas como referência". Por várias vezes acabamos por ter a feliz (ou não) conclusão de que afinal o GPS ainda precisa de nós! Acabo de me lembrar de uma bela viagem à Holanda e o GPS com a sua voz monocórdica a mandar-me virar à direita. Após fazer a curva apenas vejo apenas faróis brancos. Pois, acabei por ficar virado em sentido contrário... É assim a vida de um gêpêsariano...
ResponderEliminarSe estavas na Holanda devias ter posto a voz holandesa e assim não te enganavas :-)
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